O que pode mudar para melhor

Ao longo da minha carreira corporativa e dos meus anos de trabalho como consultora em dois continentes diferentes  (veja este vídeo para saber mais), tenho notado que o que faz a diferença entre empresas que prosperam e as que apenas sobrevivem é a sua cultura e a eficácia dos seus líderes.

No meu trabalho diário com CEOs, gestores e equipas de liderança, vejo pessoas responsáveis, inteligentes e atenciosas – provavelmente como você – querendo fazer o melhor pela sua empresa e pelos seus colaboradores.

Então, por que temos tantos problemas no local de trabalho? Por que é que tantos gestores e líderes de equipas sofrem com o stress e se sentem frustrados com o trabalho? Por que é que nem todas as empresas crescem e alcançam bons resultados financeiros? E o que tem a cultura a ver com isto?
A cultura de uma empresa é definida pela forma como as pessoas na organização, a todos os níveis, trabalham diariamente para alcançar resultados específicos.   
 
CRIAR CONSCIÊNCIA

Se é gestor(a) numa organização, provavelmente tem pessoas subordinadas a si. Essas pessoas, estejam cientes disso ou não, estão constantemente a tentar imitar os seus comportamentos e o seu processo de tomada de decisão. Você está a definir a cultura da sua empresa nesse mesmo instante!

Isto é importante porque, por exemplo, se você se encontra sob muita pressão por um longo período de tempo, uma reacção natural é queixar-se mais dos outros departamentos ou culpar um colega por impedi-lo(a) de alcançar objetivos importantes. Infelizmente, as suas equipas farão exatamente o mesmo e, consequentemente, as equipas dos outros departamentos também. Gera-se um efeito cascata, está a ver? Sem querer, está a aumentar a disfunção dentro da organização e a contribuir para uma cultura de culpa, desconfiança e impotência.

Sabe quanto isto custa ao negócio em geral? O impacto é a perda de lucro, perda de receita potencial e saída de pessoas talentosas.     
COLOCAR EM PERSPECTIVA 
Outra coisa que vejo com frequência no local de trabalho é as pessoas levarem demasiadas coisas para o lado pessoal. Se alguém mostrar que discorda de si numa reunião na frente de todos, normalmente considera isso um ataque pessoal e a sua resposta virá dessa perspectiva. Isso cria fricção. Novamente, o efeito cascata! Novamente, está a aumentar a disfunção dentro da organização e a contribuir para uma cultura de competição interna e hostilidade.

Mais uma vez, sabe quanto isso está a custar ao negócio como um todo? O impacto é a perda de lucro, perda de receita potencial e saída de pessoas talentosas.   
A TRANSFORMAÇÃO DA CULTURA DEPENDE DE 2 FACTORES IMPORTANTES
A minha experiência mostra-me que os factores que geram a disfunção dentro da organização, embora sejam claros para muitas pessoas, nem sempre são visíveis para algumas. Isto pode dispersar os esforços, fazendo com que a empresa demore mais tempo a produzir resultados efectivos.

Para mudar os comportamentos negativos e substituí-los por outros mais positivos e produtivos, precisamos de criar consciência em toda a organização e promover a mudança.

É aqui que entra a gestão da mudança – ajudando as pessoas a passar por essa mudança e a chegarem “ao outro lado” de forma aberta, confiante e poderosa.

Embora muitas organizações já estejam a tentar fazer as mudanças nos seus negócios da forma mais harmoniosa possível, tenho duas preocupações neste processo: 1 – Compromisso dos líderes de topo e 2 – Saber exactamente o que fazer.

Se os líderes de topo não perceberem claramente o impacto financeiro de ter uma cultura disfuncional, não farão da gestão da mudança uma prioridade e os programas e iniciativas em vigor podem vir a ser rapidamente esquecidos se uma nova crise ocorrer no negócio.
COMO CRIAR UMA BOA CULTURA DE EMPRESA?  
Antes de implementar programas e iniciativas de gestão da mudança avalie a sua cultura, quantifique o impacto real da sua cultura actual e identifique o que está a causar a disfunção. A partir desse conhecimento, já pode definir iniciativas e programas que serão mais eficazes e gerarão resultados reais.

Comece por fazer um diagnóstico da sua cultura actual, para ver o que está a fazer bem e o que precisa de mudar. Não se toma um remédio antes de saber qual é a doença, certo?
 
Na minha próxima newslettter, falaremos mais sobre como pode fazer isto concretamente.  
Até lá, fique bem – e continue a acreditar!
A história da Cristina Da Costa – Consulting Partners
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