A diferença entre o que uma empresa valoriza e a forma como decide
À medida que o esforço e a lealdade ficam por recompensar, o desempenho do "tipo certo" leva a promoção.
Na minha prática de coaching, sento-me frente a frente com muitas pessoas talentosas que estão silenciosamente exaustas. Não por causa do trabalho em si, mas por causa de tudo o que o rodeia.
Veem um colega receber a promoção que deveria ser delas, simplesmente por saber gerir melhor a relação com as chefias. Deixam de se manifestar nas reuniões para não parecerem desagradáveis. Sentem-se sozinhas, sem saber com quem podem contar – e, com o tempo, deixam de tentar descobrir.
Estas histórias parecem diferentes à superfície… Mas, no fundo, são a mesma história: pessoas capazes que vão submergindo lentamente, dentro de versões de si próprias moldadas por um ambiente que não escolheram..
O fosso cresce entre aquilo que as empresas dizem valorizar e a forma como as decisões são realmente tomadas. À medida que o esforço e a lealdade ficam por recompensar, o desempenho do "tipo certo" leva a promoção.
A maioria das pessoas não dá a isto o nome de "política empresarial". Sentem-se apenas cansadas. Invisíveis. Um pouco mais pequenas do que costumavam ser. E assumem que o trabalho é mesmo assim.
Não é. Dar nome ao padrão é apenas o primeiro passo. E reconhecê-lo não nos dá, por si só, uma forma de o ultrapassar.
No próximo mês, vou partilhar bússola que utilizo com os meus clientes para navegar tudo isto sem se perderem pelo caminho – uma simples pergunta que resolve quase todos os dilemas de política empresarial acima descritos.
Se algo disto lhe soa familiar, vai querer ler a newsletter do próximo mês.
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Cristina Ferreira da Costa
President & Founder
CDCConsulting Partners, LLC

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